INTERVENÇÃO DO SEC. GERAL DOS TSD NO ENCONTRO DE 1º DE MAIO

 
A partir de então, a data do 1.º de Maio, passou a ser comemorada como o dia internacional do trabalhador.
Os TSD – Trabalhadores Social-Democratas são a estrutura autónoma para o mundo laboral e para o movimento sindical e defendem que os sindicatos se definem pela sua natureza de organização dinâmica que quer introduzir mudanças no sistema social, promovendo colectivamente os seus associados e dando voz às classes trabalhadoras.
A acção sindical tem várias frentes e não se esgota na reivindicação e no conflito. Pelo menos, a acção do movimento sindical no qual os TSD participam e se revêm.
Este é o traço diferenciador do movimento sindical democrático.
Aliás, o âmbito reivindicativo está intimamente ligado à conjuntura económico-social que se vive a cada momento. Em tempos de acentuada crise económica e desemprego, não se pode reivindicar o mesmo que em tempos de crescimento económico. Mas, não tenhamos ilusões: em bom rigor, são os trabalhadores que melhor têm noção da difícil situação que se vive já que são aqueles que mais lhe sentem os efeitos e os que mais sofrem as consequências funestas da crise.
É por isso justa a nossa pretensão de uma melhorada partilha dos efeitos negativos da crise.
Caro companheiro,
Ano após ano o PSD – Partido Social-Democrata, por intermédio da sua estrutura autónoma para o mundo laboral e para o movimento sindical, os TSD, associa-se às comemorações da efeméride do 1.º de Maio, através de uma cerimónia que conta, este ano e de novo, com a presença do Secretário-Geral da estrutura laboral e do presidente do Partido.
Em virtude da vontade do povo e dos trabalhadores deste país, o presidente do PSD é hoje o 1.º ministro de Portugal.
Recordamo-nos, há um ano atrás, de termos afirmado que a apresentação do presidente do PSD como “futuro 1.º ministro de Portugal” não era, dessa vez, apenas uma estafada figura retórica com que os presidentes do PSD, na Oposição, são apresentados nos eventos partidários mas, ao invés, intuíamos que as eleições resultantes da dissolução do Parlamento iriam conduzir o PSD de novo ao poder.
De facto, a degradação das condições políticas, o permanente estado de negação do anterior primeiro-ministro e a gritante ausência de pro-atividade governativa perante a degradação acentuada da situação financeira, económica e social, que conduziram à queda do Governo anterior, deixavam antever que se iniciaria um novo ciclo político a partir das eleições e que o mesmo não seria apenas uma mais uma rotineira fase de alternância democrática à frente do Governo, mas que daria início a uma legislatura particularmente difícil e complexa, com contornos semelhantes aos dos momentos mais delicados da nossa existência coletiva como povo e como nação independente.
A proximidade do incumprimento da república e a incontornável necessidade de recurso a um “programa de assistência económica e financeira” da UE e FMI determinavam que o novo Governo tivesse uma legitimidade democrática e uma credibilidade acrescidas e só o PSD estaria em condições de garantir isso.
Este é, assim, um Governo patriótico e de salvação nacional apostado, em conjunto com todos os portugueses e todos os trabalhadores, em resgatar Portugal, em devolver a esperança e em retomar o caminho do crescimento económico.
Os TSD entendem que, muito embora não sendo o PSD responsável pela situação que conduziu Portugal ao resgate, nem pelo pedido de resgate nem, tão pouco, pelos termos do Memorando subjacente ao resgate, devem, este Partido e o Governo, em nome do pragmatismo e da necessidade absoluta de salvação da economia e da coesão social em Portugal, empreender todos os esforços no sentido de cumprir o que foi acordado por forma a devolver a credibilidade perdida e, acima de tudo, recolocar o país no caminho do crescimento, da redução do desemprego e das contas públicas em ordem.
Nesse sentido, os TSD entendem que a austeridade deve ser apenas um meio e não um fim em si mesmo e que deve ser acompanhada das bases do relançamento da economia, condição sine qua non para reduzir o desemprego crecente que se tem verificado entre nós como consequência mais visível da crise.
Caro Companheiro,
O problema do desemprego constitui, assim, atualmente a principal chaga social portuguesa. De facto os números são muito preocupantes, mormente entre os Jovens. Nos últimos dez anos, Portugal assistiu a uma tendência crescente de desemprego e emigração a que não é alheio o incipiente crescimento do Produto Interno Bruto em idêntico período. Assim, o crescimento económico e as políticas ativas de emprego são indispensáveis, bem como medidas específicas para combater o desemprego jovem que afeta uma percentagem ainda maior de portugueses.
Todavia, pese embora os enormes sacrifícios pedidos e levados a cabo por todos os portugueses, há razões objetivas para termos esperança:
1. Em primeiro lugar após quase um ano do início do Programa de Assistência Económica e Financeira e três análises trimestrais da sua execução volvidas, o nosso desempenho coletivo tem sido bastante meritório permitindo-nos acalentar fundadas esperanças de que teremos todas as razões para confiar no seu sucesso.
2. Em segundo lugar Portugal, ao contrário de outros países europeus, tem conseguido manter a estabilidade política e a coesão social.
Nesse sentido, Governo e Parceiros Sociais estabeleceram, no início do ano, o “Compromisso Tripartido para o Crescimento a Competitividade e o Emprego” que, ao contrário do que alguns procuram fazer crer, não se reduziu a uma mera alteração da legislação laboral mas vai além disso e possui a visão estratégica de abranger as medidas conducentes ao crescimento e à criação de emprego incluindo capítulos detalhados ao nível de Políticas Económicas, de Políticas Ativas de Emprego e de Formação Profissional.
Este foi um passo decisivo no sentido correto e no reforço do esforço coletivo de salvação nacional e é de importância estratégica para Portugal e o seu futuro e para o qual os TSD, dada a sua relevância no movimento sindical e a sua participação no seio da UGT, foram determinantes na obtenção das condições político-sindicais indispensáveis para a sua assinatura.
Julgamos assim ser credores da autoridade necessária para, em nome do bom-senso, apelar às partes signatárias, para que empenhem todo o esforço necessário para garantir o integral cumprimento do Acordo.
Ninguém perdoará, seja ao Governo, seja aos parceiros sociais, que o Acordo seja denunciado e que, por essa via, a coesão social possa ser comprometida e as condições socio-económicas e a conflitualidade se agravem com consequências inimagináveis para todos os portugueses.
A prossecução da coesão social e do “compromisso tripartido” devem assim ser prosseguidas “a outrance” pois elas são o melhor “asset” de que o país dispõe para superar com sucesso a crise.
Caro Companheiro,
Mas, o PSD é também e sobretudo um Partido de trabalhadores.
Que ninguém se iluda: só com o seu voto é possível ganhar eleições. É por isso que todos aqui estamos hoje comemorando o 1.º de Maio enquanto um Partido que, tal como o seu nome indica, é Social e é Democrático, adepto da concertação social, do compromisso, de uma prática política reformista, da liberdade individual, da igualdade de oportunidades, da solidariedade e da justiça social que sempre nortearam a nossa ideologia e a nossa praxis.
O PSD orgulha-se, legitimamente, de ser politicamente responsável pelos melhores momentos da evolução económica e social de Portugal e continua a representar um projeto político com carácter nacional, interclassista, gradualista, reformista, modernizador e tolerante.
Estamos profundamente convictos que, de novo, o PSD será o agente político da regeneração nacional.
A bem dos trabalhadores e a bem de Portugal.
Vivam os TSD.
Viva o PSD.
Vivam os trabalhadores portugueses.
Mas, acima de tudo - VIVA PORTUGAL!
DIXIT!

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